Não bebo o veneno pelo copo.
Se queres que eu o beba, é muito simples
Basta abrires as tuas mãos
E eu delas beberei até à última gota
Esse líquido que hoje me queres dar
Queima-me por dentro e talvez
Que isso se vá notar por fora...
Acaba com o meu corpo
Num golpe, apenas...
E depois deita-me à terra
Para que ela cumpra o seu ofício
Não faças disto um jogo
Ou sequer um desafio
Aceita as minhas palavras
Como um cipresta aceita a vida
Assim que a sua semente
É deitada a esta terra sem nome
Sagrada Inquisição...
Podia chamar-te outro nome
Dar-te apenas um apelido
Que te tornasse vísivel
Perante os outros
Mas não preciso que os outros
Sequer notem a tua presença...
É a mim que tu tens de queimar
É comigo que tens contas a acertar!
Ganha coragem e vem!
Eu...
Eu não vou fugir.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
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